29 julho, 2010

Meu primeiro cachecol



Eu sempre achei lindo ver alguém tricotar. Pra mim parecia mágica alguém pegar lã e duas agulhas e transformar aquilo em uma peça de roupa! Mais ou menos como é a linguagem de informática, que o sujeito vai lá e digita, digita, digita, e aquilo faz tchum! – se transforma num programa de computador ou numa página de internet.

Eu sempre tive vontade de aprender a tricotar, mas duvidava da minha capacidade.

Aí um dia eu estava conversando com minha amiga Sílvia H. e ela me disse que sabia tricotar um pouco. E eu pedi pra ela me ensinar! Eu sento do lado de uma baita tricoteira aqui no trabalho, a Sílvia K. (dona do blog Pé Mimado), mas tinha vergonha de pedir pra ela me ensinar o be-a-bá sabe? Também tenho uma cunhada que trabalhou anos tricotando e é fera, e minha vó também tricota pra caramba, mas eu realmente não queria incomodar elas.

Então um belo dia fomos eu e Sílvia H. num armarinho aqui perto do trabalho pra ela me ensinar a comprar a lã, as agulhas, e tudo. Depois ela me ensinou a colocar os pontos na agulha. E me mostrou os primeiros pontos como é que se faz. Isso correndo, no finalzinho do almoço, escondidinhas na escada de incêndio do prédio.

Cheguei em casa e surpresa! Eu ainda me lembrava como fazia. E fui treinando, os dedos duros, minha língua com a pontinha pra fora da boca, de lado, bem característica de quando estou concentrada em alguma coisa. E foi indo, foi indo...

Pra eu ter paz pra tricotar em casa, tive uma boa idéia. Quando comprei a minha lã comprei pra Nina uma telinha de bordado e linhas, e ensinei ela a fazer. Ela amou! Se sentiu toda importante bordando enquanto eu tricotava. Mas ela queria mais! Ela queria tricotar mesmo. Então peguei uma agulha mais fina que eu tinha comprado e coloquei um restinho de lã que veio da minha avó pra ela tentar. E não é que a bichinha aprendeu? E adorou? Eu não pensei que uma criança de quase 8 anos já pudesse aprender a tricotar, mas fui surpreendida. Então ficamos tricotando juntas à noite.

Quando eu estava mais ou menos na metade do novelo percebi que não ia dar certo. Eu só tinha um novelo de lã e o cachecol ainda estava curtinho, com uns 15cm. Resultado, desmanchei tudo, coloquei menos pontos na agulha e comecei tudo de novo! E a Nina ficou toda feliz, porque agora o tricô dela estava maior que o meu. E ela adorou ver o cachecol sendo desmanchado bem na frente dos seus olhos!

Depois de mais um tempão (que eu demoro muito pra tricotar, pois tenho duas crianças em casa, trabalho o dia todo e não me resta muito tempo) eu já estava terminando o cachecol. Mas ele ainda estava curto! Oh, dúvida cruel, começo tudo de novo? Sim, comecei tudo de novo, com menos pontos ainda na agulha. Ele ficou mais estreitinho. E há uns dias eu finalmente terminei o meu cachecol, e ele ficou num comprimento legal! E eu amei ele! Até já usei um dia!



E eu queria agradecer à Sílvia H. por ter me ensinado como começar o cachecol e à Sílvia K. por ter me dado um suporte durante o processo e por ter me ensinado a terminar o cachecol.

Moral da história: quando temos bons amigos tudo é possível!

8 comentários:

Je disse...

Estou acostumado a ver pessoas tricotando desde pequena também. Minha mãe tinha uma loja de lã e dava aulas de trico lá. Em casa sempre teve agulha e lã pra todo lado, então aprendi os pontos básicos com a idade da Nina...
Fazia muito tempo que não tricotava nada até a Dona Silvia K. aparecer com uma lã diferente ai me animei a fazer. Inclusive pude fazer o inverso do que acontecia na minha infancia, eu é que fui apresentar um fio novo para minha mãe e ensinar como fazia...

Hadas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hadas disse...

Ah!
o seu cachecol ficou lindo! com pontos perfeitos! vc é uma ótima tricoteira!

Hadas disse...

Dani, foi um prazer te ensinar a colocar os pontos na agulha e o "funcionamento" do tricô. Mas não mereço a honra dos seus agradecimentos, pois sou amadora, ainda tenhos os "dedos duros".
Na verdade eu que tenho que te agradecer, pois eu sabia fazer isso desde uns 14 anos, mas foi falando com vc que reavivou esse interesse por trabalhos manuais.
E tem mais, eu estou super afim de fazer um curso de corte e costura. O Célio me deu o maior apoio. Quem sabe te ensino a fazer alguma coisa com tecidos agora? Beijo!

Pé Mimado disse...

Puxa, Dani! Eu não sabia que vc tinha vergonha de pedir a minha ajuda. Que isso?! Sou a sua vizinha de baia há tanto tempo e mesmo assim vc tinha vergonha de mim e de me consultar??? Não precisa, amiga. Eu só tenho a cara de malvadona, mas sou boazinha. Confesso que não tenho muito jeito para ensinar (não tenho o mesmo dom que os meus irmãos e marido), mas para as amigas, por favor, eu me esforço! Fiquei muito feliz em ser citada, mas eu não sou expert em tricô, não...tenho uma tia que nem olha para o tricô...aquela lá tricota assistindo aos filmes, acredita?
Mas, enfim, o teu cachecol ficou lindo, vc é uma pessoa muito batalhadora, guerreira e vitoriosa, flor! Eu admiro muito as pessoas que investem, persistem e conseguem atingir os objetivos e vc é assim!!! Parabéns pra vc e para esses "dedinhos duros".
Adoro vc, minha querida!!!

Beijos...

Eliane disse...

Sil...vc com cara de malvada...fala sério.kkk

Magnum Opus disse...

Nossa que pessoal prendado hein! Viu, to precisando de um cachecol... alguem quer fazer pra mim??

Bi disse...

Ai ai ai...

Lendo o seu texto e os comentários fiquei até com vergonha...
Minha avó (mãe da minha mãe) sempre gostou muito de tricotar, bordar, costurar... fazia cada coisa linda, mas infelizmente não herdei isso dela!
Na verdade eu não tenho é muita paciência pra isso. Adoro trabalhos manuais, mas aqueles que tem que recortar, colar, colorir, enfim... coisas diferentes!
Quem sabe um dia me animo, né?
Nunca é tarde pra gente aprender coisas novas!

Lindo cachecol! =)

Beijos...